Em coma transcendental, perdido no meu espaço sideral, tentando esquecer o que aprendi, pois eu vi muito além e descobri o futuro num furo na parede material, com infiltração arterial, presas com força e desgosto. Eu bem entendi o que tudo quer dizer e predi a mim mesmo em meus pensamentos, eles são meus agora, de mais ninguém... continuo anonimo, nem sequer pseudonimo uso mais, cansei das mascaras, falhas, farpas, tudo é cortante, tudo machuca.
Em coma dinâmico, em movimento eu me paro, estagnado eu acelero o mundo a minha volta, deixe que passe, tudo passa, tudo passará... só a palavra e a mancha ficará. Escombros dos meus utilitários, inuteis pra mim, distantes da minha aproximação fetal, eu não sou fato nem ilusão, sou um meio termo de nervosismo e tragédia.
Em pane geral, segure firme até perder dos seus braços, a sua razão lhe vale mais que mil palavras, por isso eu me seguro no meu coma, defender uma causa sem ajustes, é remendar um remendo irremendável, adiar o inadiável. Seja o que for, seja a dor que vier... foda-se, foi assim que assimilei, assim que intrei dentro de mim, pode ser que saia de novo, mas dessa vez sairei armado até os dentes, não perderei para ninguém a guerra do dominio.
Domino o mundo, domino o dominó...
Domino o que vier, domino seu pensamento em dó menor...
Domingo que vem, eu domino a tv também...
Domingo que vem, eu domino minha vontade de me ter bem...
Eu me quero demais...
Eu me esqueço...
Me perco...
Me uso...
E abuso...
E quero mal
Quero bem... quero que se foda, o mundo lá fora... pode vir, que aqui dentro já tem alguém.