segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Best Of You

Preciso gritar, soltar minha alma junto com as palavras que seguirão meu berro, preciso deixar meu corpo de lado e despertar a alma. Cansei de quase tudo, alguns e algumas coisas me mantem em pé, ou me levantam quando meu coração explode soltando os espinhos cravados, eu já cansei de dar o meu melhor, porque não é isso que realmente importa, o esforço não é real... O que realmente importa são as idéias, elas são tão reais quanto as dores que se sente.O meu esforço parece se esgotar cada vez mais, a fé vai se perdendo, nem as palavras servem de consolo mais, pois delas sinto que já sugo as ultimas gotas.

Em compensação, ultimamente conheci ótimas pessoas, ótimas amizades para se levar pro resto da vida, fiz coisas que sonhava antes em fazer, eu agradeço a todos que conseguiram me resgatar à vida... O esforço agora é quase nulo, pois já tenho o que queria, porém ainda sonho alto.

Obrigado a todos.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Chelsea

A saudade me desconforta, sinto falta de tudo, do ar, da luz, dos dias que passaram e que vão se repetir. O problema é a inscontancia que se dão aos fatos e a mim mesmo, algo em mim me mata, apenas me transforma em diferente até a mentira no coração não se sustentar mais, caindo em verdade... eu sou eu... Lucas.

Saudades cara...
Para o cara que imita meu jeito, que me conforta quando preciso, que me acompanha no intervalo, que aguenta minhas chatices e minhas crises, meu melhor amigo, meu irmão.... Victor! hehehehhee Abraço!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Time Tonight

Me afogo em minha dor, me enterro em meus clichês, rezo a vida, rezo vela, rezo o céu azul, rezo o desfecho do dia. Meus arranhões vêm debaixo da terra, me lotam, me calam, me cegam, me transformam em inútil denovo, do céu descem meus contratempos, me fazem sentir tão mal... só quero um tempo pra mim hoje a noite.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Second Chances

O que preciso para retroceder? O quanto preciso implorar para algo acontecer e me tirar desse acidente que é a vida? Hoje, percebi que as verdades da vida são linhas cristalinas, se quebram muito facilmente dando lugar a outras variáveis que na verdade sempre estiveram lá, por isso a cada passo quebrando milhões de destinos possíveis, despertam-se milhões de variações.
Pergunto-me, para que? Se no final, o resultado é sempre o mesmo... Logo, não adianta ter medo da vida ou dos acontecimentos, não adianta planejar, pois o futuro esbarra em você e ele não liga de te derrubar, não liga se não foi como você pensava. Não planeje, pense...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Dreaming High

Completamente fora de mim, completamente fora de ti, completamente fora de rotação ou translação, sou assim agora, o escuro me completa, sem amor, amargo, afundado entre rachaduras de dor, cicatrizes que vão e vem, mas essa agonia fica impregnada no meu peito, fazendo fugaz a necessidade de respirar qualquer ar que não seja o teu, me sinto tão doente agora, sem forças para ir até o fim desse poema que me faz lembrar de ti em cada palavra, em cada espaço.
Não importa onde eu esteja, tua imagem reflete no meu olhar, e repentinamente me faz lembrar daquele dia. Seguindo estrelas, buscando palavras no ar, me perdi em ti, onde me acho, onde me esqueço, onde lembro de ti, onde estou morto, onde tu vives calorosamente, no meu coração, no arranhão, na cicatriz, na ferida aberta, aqui, dentro de mim.

Fuck The World

O tempo se foi, mas o que restou nos escombros me mata, maltrata-me a alma, desfaz-me o sonho, no entanto permaneço em pé, permaneço aqui, sombreado pelo céu amarelado, o azul desce para o chão me contrasta com a tristeza de ser, estar, só. É... hoje, no dia épico da minha vida, travo a minha última batalha, contra eu mesmo e nem sei se posso vencê-la, ah meu amor, hoje suspiro de dor, sinônimo do amor que me deu, em verdade lhe digo, hoje de manhã pude sentir o desfecho do dia, por isso deitei em minha cama mais uma vez, a ultima vez, esperando, o sol bater em minha cara, acordando-me junto com o cheiro forte do café quente no meu criado mudo, que suportou tantas histórias, grande ouvinte, porém pouco conselheiro, tomava voz apenas nos dias mais sombrios, quando a lua invadia pela janela iluminando-me por sobre os ombros, despindo-me da insanidade, guiada pelas estrelas, na sinfonia da loucura, me despia cada vez mais, sempre me acobertando dos medos, e das moças que ali deitavam também.

Hoje os timbres das tristes guitarras vieram mais cedo do meu velho tocador de CDs, gosto deles, não deixam enganar-me, usufruir minhas mentiras. Levantei-me, não precisava escrever carta para ninguém, talvez se precisasse não escreveria do mesmo jeito, deixaria como sempre foi, o interesse afundado no copo de tristeza , foi assim que consegui tal destreza para dizer nunca, adeus, tchau. Eu nunca esperei de você, meu amor, algo que pudesse me segurar aqui. Ei, não finja se sentir assim, você pode suportar, agora você pode voltar ao seu lugar, e fingir se importar onde eu vou estar, sempre foi assim amor, se escondia na sombra em pleno meio-dia, ah, eu não só vi como presenciei. Não pense também que essa é a razão para este dia terminar assim, uma razão tão fútil, sem explicação útil, que lhe agrade, que se encaixe nos seus planos, nenhuma dessas lhe darei, não entenderia, nem mesmo se tentasse explicar, com uma carta, ou como tentei com aquele olhar.

Anoiteceu finalmente, a lua não veio hoje me acobertar, não quis sujar as mãos, presenciar o fato e se calar. O criado-mudo, tomou voz, me seduzia cada vez mais a tomar a iniciativa, quando na verdade nem precisava, a decisão não cabia a ele, além do mais já estava tomada, não creio que compreenda, nem peço que entenda, mas a decisão que tomei, já não era surpresa para minha alma, nem meu corpo, já estavam cansados, saturados, e pouco contrastados, a cada dia que se passava voavam um pouco mais rumo ao rendimento para a solidão que me designaram. Enfim, parei de dar ouvidos ao criado, dei ouvidos ao meu ultimo pedido carnal, os meus reflexos nos talheres me nocauteavam toda hora, acho que se juntaram a solidão que me rodeava, a qual as luzes das velas torneavam e enfatizavam que estava estritamente só, na cena do crime.

Esses timbres, ah, esses timbres, parecem me jogar do prédio, também eles aliaram-se ao criado, desnorteiam-me e finalmente estou encostado na grande janela do meu apartamento, bem onde o sol me acordou, e a lua se calou, estava profundamente afogado em pensamentos, não receosos, pensamentos tão vazios quanto a existência que me empurrava da janela. As paredes pareciam ter mais vida que eu, o ar não me dava mais importância, ficou tão difícil respirar, e tão mais fácil se jogar. Soltei-me da parede, fiquei em pé na janela, não houve problemas, pois tal janela dava vista para um beco sem saída, poucas pessoas transitavam por lá, a fumaça vinda dos bueros, acobertavam-me cada vez mais. Assim que fechei os olhos, a minha musica favorita começou a tocar, me vi em um cenário perfeito, um copo de whisky em cima do criado que já tinha se calado por perceber que não precisava mais gritar, um prato feito em cima da mesa, as luzes desligadas, a sala iluminada apenas por um castiçal também cima da mesa, a luz fraca vinda do céu, e agora o melhor blues, o melhor timbre de guitarra que podia ser soado àquela hora ecoando pelos gigantes cômodos do apartamento. Ainda de olhos fechados, os timbres chegaram em meus ouvidos, me dando a ordem final, não foi preciso pensar, apenas pulei, me aventurei no céu escuro, o vento, que não me dava importância alguma, agora tentava me amparar, a sensação era boa, tão boa que achei ter achado meu lugar, só pude pensar se duraria para sempre. A verdade, é uma incógnita, veja, não sei como explicar o que senti, e não sei como explicar como me sinto, só sei que o eu corpo se chocando no chão, foi a única prova que tive, que estava realmente vivo, ironia sem sentido. Aposto que o sangue seco no chão, não provou nada pra ninguém, aposto que me condenaram, aposto que se indignaram, mas eu era especial, não podia ficar naquela rotina, ia morrer de qualquer jeito, fui privilegiado em morrer com um cenário armado, engraçado, é que não foi nem um pouco pré-meditado e ainda assim ficou perfeito.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Excuse Me Mr.

Cortesia Falada


Quando algo nos falta em meio a solidão, sentimos
os cortes, as dores, tudo que nos faz sangrar, a
solução se resume a um subito afogamento em
mágoas passadas e dores presentes. Não me
pergunte como cheguei aqui, ou que me faz
pronunciar essas longas dores encravadas em
meus olhos e batimentos cardiovasculares.

Não me disperte a dor, pois não gostarás do que
realmente sou, um poço profundo de dor, um poço
sem fim, só solidão, solidão do acaso, caso feito por
você. Me chame de louco, de pouco me serve tuas
palavras, pois aqui estou, sabendo quem sou, e
quem és, pela primeira vez.

Ah... doce felicidade onde foi a tua ternura e
cortesia? Onde encontro teu futuro, como um furo
na rede invisivel e impenetravel do mundo? Onde
encontro a alegria da vida, que me prometeu no
primeiro dia de minha criação perversa?
Aqui termino, sem mais nem menos, no meio da
minha tragédia, no fim da minha alegria, no inicio do
meu despertar. Aqui nesse inicio digo adeus, me
despeço de tudo que me dissipa, e de tudo que me
faz mal.

Contratempos

Logo digo, no primeiro post... apenas postarei minhas poesias e alguns textos de momentos aqui, não pretendo escrever corretamente, pois a maioria destes serão escritos na pressa ou sem interesses maiores. Agradeço a todos que lerem... Se usarem algum texto, me notifiquem antes porfavor.

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Contratempos

Havia sim um homem que salvaria o mundo, claro, se não houvesse a casa, o trabalho, a televisão de 40 polegadas, o extresse, o colchão box confortabilíssimo, se não fosse o mundo. Acredite se quiser, havia um homem que revolucionaria a sociedade, mas de acordo com os registros existiam empecilios, pessoas mal educadas, sem inteligencia para entender o plano, sem respeito. Foi quase, se não fosse a sociedade...

Ah, claro... como esqueci? Houve um, que quis revolucionar a ciência, apenas quis, pois os impecilios existiam ali também, com principalmente as leis imutáveis, a inveja de seus companheiros, a sabedoria exorbitante, enfim... a ciência.

A desonrra dos fatos não se deve aos revolucionários e sim ao mundo.