Preciso trocar minha carcaça, pois cansei de me injetar psicotropia, cansei de me resguardar até apodrecer meus olhos em pleno dia. Cansei de me esconder atrás dos vasos sanguineos sem nenhuma compatibilidade com o que vivo, por isso hoje é o ultimo dia.
Hoje me disseram " tu não és mais tão inteligente quanto antes..." , depois disso, eu percebi tudo, eu sei a razão, os porques e poréns. Eu vinha me escondendo entre o real e o abstrato, vinha me transfigurando, tirando meu eu de dentro e o expulsando pra fora, fazendo-o pulsar em meio a poças de sangue, fazendo-o se adaptar aos murmúrios de repressão; Tudo foi uma ilusão!
Hoje me sinto perdido, sinto que sei que perdi o que nunca ganhei por inteiro e que não tenho mais nada do que nunca tive. Sinto que perdi a esperança em mim mesmo assim como em todos o que já riram de mim e não comigo. Hoje, sinceramente me arrependi de muitas ações minhas, algumas eu me orgulho como ter terminado meu primeiro namoro, como ter me socializado com pessoas incríveis que hoje se tornaram minha família mais do que minha própria família... aí vão Victor ( familia toda ), Ada, Murilo, Gabriel, Pedro... galera demais que só tenho a agradecer.
Mas a realidade é que eu to descendo desse trem, eu não quero mais passar por aqui de novo, eu nunca vou abandonar vocês, eu só quero dizer que preciso voltar a ser o que já fui. Eu quero resgatar minha raíz e podem acreditar que isso não tem nada haver com me separar de vocês, muito pelo contrário, quer dizer me aproximar cada vez mais e dar cada vez mais valor a amizade e aos momentos unicos. Eu amo vocês!
Eu amo a mim mesmo e preciso me provar isso...
segunda-feira, 29 de março de 2010
Intro.
Ando totalmente perdido, me deixando levar pela casualidade da vida, por labirintos que hoje não vejo saídas. Perdi o meu positivismo e hoje em dia me encontro em um intermédio vicioso, entre teocentrismo e egocentrismo, trocando o metafísico por realidade aumentada via fluxo sanguineo ou choques nervosos.
Ando tão perdido que não há mais tempo pro tempo que perdi, que não há mais volta de onde eu voltei, que não há mais eu aonde eu nasci, não há mais presença onde eu me encontrava e não há mais melancolia onde eu estava.
Essa é só a introdução para um sentimento explosivo de culpa e arrependimento...
Ando tão perdido que não há mais tempo pro tempo que perdi, que não há mais volta de onde eu voltei, que não há mais eu aonde eu nasci, não há mais presença onde eu me encontrava e não há mais melancolia onde eu estava.
Essa é só a introdução para um sentimento explosivo de culpa e arrependimento...
domingo, 28 de março de 2010
I Wish You Were Here
Descobri que nunca houve coadjuvante, que nunca houve alguém do bem ou do mal, nem sequer ao menos existiu alguém para ditar uma regra. Somos todos livres, somos todos participantes de uma peça, sem nenhuma pretensão de querer se tornar mais importante que nossa cobiça por mais. A verdade é que nos trocamos por tudo e ao mesmo tempo por nada, e assim seguimos nos perguntando aonde estivemos esse tempo todo, quando finalmente nos encontramos em nós mesmos.
Quem diria? Somos perguntas ambulantes, e a nossa resposta está sempre no nosso próximo, aquele que ninguém encherga. Somos almas perdidas, procurando nos encontrar em visões de raio-x, lasers, mídias, faces impressas em papéis, acordos, transações, fluxos, fixos, macrocefalias urbanas, fumaça, caos. Como poderíamos nos encontrar assim, se somos anjos? Somos almas intocadas, apenas manuseadas sem cuidado, porém, intocadas.
Quem olha de fora aprende (aprende) que a vida é um origami, qual quanto mais tentamos desdobrar mais ele se complica perante nossos olhos. Como eu queria que você estivesse aqui, pois você é a minha resposta, meu pedaço perdido, meu origami passatempo particular. Simplesmente sinto sua falta, mais do que o calor, mais do que a minha carcaça, mais do que meus sonhos, porfavor, acredite, eu sinto sua falta mais do que eu sinto a minha, mais do que sinto das maças e das maçãs, das manhas e das manhãs.
Eu só gostaria que você estivesse aqui, a cada segundo, eu só queria poder lhe dizer isso mais uma vez... eu te amo.
I Wish You Were Here
A Sad Goodbye To Those Who Went Away, Who Brought Us More Than Just Their Presence.
This Is All About You Folks...
Quem diria? Somos perguntas ambulantes, e a nossa resposta está sempre no nosso próximo, aquele que ninguém encherga. Somos almas perdidas, procurando nos encontrar em visões de raio-x, lasers, mídias, faces impressas em papéis, acordos, transações, fluxos, fixos, macrocefalias urbanas, fumaça, caos. Como poderíamos nos encontrar assim, se somos anjos? Somos almas intocadas, apenas manuseadas sem cuidado, porém, intocadas.
Quem olha de fora aprende (aprende) que a vida é um origami, qual quanto mais tentamos desdobrar mais ele se complica perante nossos olhos. Como eu queria que você estivesse aqui, pois você é a minha resposta, meu pedaço perdido, meu origami passatempo particular. Simplesmente sinto sua falta, mais do que o calor, mais do que a minha carcaça, mais do que meus sonhos, porfavor, acredite, eu sinto sua falta mais do que eu sinto a minha, mais do que sinto das maças e das maçãs, das manhas e das manhãs.
Eu só gostaria que você estivesse aqui, a cada segundo, eu só queria poder lhe dizer isso mais uma vez... eu te amo.
I Wish You Were Here
A Sad Goodbye To Those Who Went Away, Who Brought Us More Than Just Their Presence.
This Is All About You Folks...
domingo, 21 de março de 2010
Infinitas Possibilidades
Não importa o que digam as teorias quânticas, o que profetizam os poetas, o que foi cravado em pedra ou em seu cérebro. Continuarei sentindo o som, sem ligar pro amanhã, pois tudo que temos certeza é do presente. Imagens atrasadas, teoria do caos, vivemos uma mentira e acreditamos em verdades, sabemos das histórias, mas preferimos as glórias. Vivemos queimando em fogueiras de gelo, continuamos destilando nossas dores e plastificando sorrisos, para tudo parecer bonito.
Infinitas possibilidades lhe foi dadas, mas insistimos em criar rotinas, e nos libertar por via de drogas e teorias falhas. Não precisamos de motor, nem alcool, nem gasolina, podemos rodar pra onde quer que quisermos e nada nos parará. Ainda não há limites para nossos desejos, ainda não há limite de erros, e o contador ainda gira, sentido anti-horário, regredimos de acordo com a evolução do calendário.
Nos baseamos em fatos reais, nos entupimos de falsos sentidos e nos desgustamos de odores e sons, porque nenhuma fisica nos satisfaz mais. Nenhuma flor, luz solar, feixe de partículas, nos faz rir, nenhuma química natural nos faz viajar sem tirar o pé no chão, nenhuma combustão sem sentido, nenhuma mecanização sem robôs, nenhuma verdade com mentiras, nenhuma mentira com ideologias.
Simplesmente, ta tudo ao contrário...
Infinitas possibilidades lhe foi dadas, mas insistimos em criar rotinas, e nos libertar por via de drogas e teorias falhas. Não precisamos de motor, nem alcool, nem gasolina, podemos rodar pra onde quer que quisermos e nada nos parará. Ainda não há limites para nossos desejos, ainda não há limite de erros, e o contador ainda gira, sentido anti-horário, regredimos de acordo com a evolução do calendário.
Nos baseamos em fatos reais, nos entupimos de falsos sentidos e nos desgustamos de odores e sons, porque nenhuma fisica nos satisfaz mais. Nenhuma flor, luz solar, feixe de partículas, nos faz rir, nenhuma química natural nos faz viajar sem tirar o pé no chão, nenhuma combustão sem sentido, nenhuma mecanização sem robôs, nenhuma verdade com mentiras, nenhuma mentira com ideologias.
Simplesmente, ta tudo ao contrário...
terça-feira, 9 de março de 2010
Leave
Sinto meu paraíso no para sempre, sinto minha decepção no piscar dos olhos e sinto o grito sufocante e mudo da dor, a dor que tu criaste. Não me importo de servir-te, mas te satisfaz logo e termina com isso, porfavor, deixa meu coração apodrecer só, deixa-o permanecer só se não queres nada com ele, apenas a dor, apenas a porra da dor deixa para trás, para eu poder me corroer.
Não deixa que eu sobreviva, não deixa rastros do que senti, coma o que veio comer no banquete venoso e arterial, pegue o quiser da horta e te satisfaz com suas migalhas. Antes de te levantar, não precisa dar o toque final, deixa que isto eu posso fazer por conta própria, apenas parta, enquanto a vejo indo, esperando que se sinta melhor, agora que saiu tudo. Saia, pela porta da frente, não precisa esconder suas intenções, não disfaça teu rosto, pois não há mascara que desfarce a morte, nem o canibalismo amoroso.
SAIA, SAIA, me deixa em paz, porfavor, não me desperdice, porfavor acaba com isso... saia da minha cabeça, saia, grito doentio, desafinado e cortante feito farpa. Já chega de estraçalhar meus órgãos, já chega de esgotar minha vida, já chega de me fazer sofrer tanto, já chega de me fazer chorar sangue e acabar toda minha forma de vida, acaba de me regenerar sempre, com esperanças falsas, medíocres. Acaba com isso, porfavor?
Doente, com dor, eu não aguento mais continuar nessa estrada... cada vez mais só, cada vez servindo de muleta e cada vez mais indepedente, só. Contraditório? Pense 2 vezes!
Não deixa que eu sobreviva, não deixa rastros do que senti, coma o que veio comer no banquete venoso e arterial, pegue o quiser da horta e te satisfaz com suas migalhas. Antes de te levantar, não precisa dar o toque final, deixa que isto eu posso fazer por conta própria, apenas parta, enquanto a vejo indo, esperando que se sinta melhor, agora que saiu tudo. Saia, pela porta da frente, não precisa esconder suas intenções, não disfaça teu rosto, pois não há mascara que desfarce a morte, nem o canibalismo amoroso.
SAIA, SAIA, me deixa em paz, porfavor, não me desperdice, porfavor acaba com isso... saia da minha cabeça, saia, grito doentio, desafinado e cortante feito farpa. Já chega de estraçalhar meus órgãos, já chega de esgotar minha vida, já chega de me fazer sofrer tanto, já chega de me fazer chorar sangue e acabar toda minha forma de vida, acaba de me regenerar sempre, com esperanças falsas, medíocres. Acaba com isso, porfavor?
Doente, com dor, eu não aguento mais continuar nessa estrada... cada vez mais só, cada vez servindo de muleta e cada vez mais indepedente, só. Contraditório? Pense 2 vezes!
sábado, 6 de março de 2010
Dancing On The Moonlight
Com que intensidade se pode mudar algo? Com que rapidez pode se transformar em alguém? Com que desejo eu construi meu castelo de areia? Não é simples dizer que anjos não existem, se tens asas e poderes celestiais, não é fácil exigir que tenhas influências sobre mim, muito menos pedir tal coisa.
Não me deixa aqui, escutando os sons mudos dos teus passos, não precisa ter medo, eu já me libertei de ti de alguma forma, meu anjo uniforme. Não te preocupa, a vida me garante o suspiro, não te iluda, o desejo me mantém vivo, e assim continuarei te perseguindo ou caindo no chão, até não existir mais plano, não te suicida, pois eu estou aqui, para o que você disser que precisa.
Serei teu escudeiro fiel, em escuridão ou em luz, serei tua mão suja, serei tua necessidade leviana, serei teu em qualquer instancia. Não importa o tempo que demorará para chegar em casa, ou a distância que cruzarei, me dislacerarei em tua cruz, dançando ao luar, serei teu em pedaços refletores da luz da noite.
Não me deixa aqui, escutando os sons mudos dos teus passos, não precisa ter medo, eu já me libertei de ti de alguma forma, meu anjo uniforme. Não te preocupa, a vida me garante o suspiro, não te iluda, o desejo me mantém vivo, e assim continuarei te perseguindo ou caindo no chão, até não existir mais plano, não te suicida, pois eu estou aqui, para o que você disser que precisa.
Serei teu escudeiro fiel, em escuridão ou em luz, serei tua mão suja, serei tua necessidade leviana, serei teu em qualquer instancia. Não importa o tempo que demorará para chegar em casa, ou a distância que cruzarei, me dislacerarei em tua cruz, dançando ao luar, serei teu em pedaços refletores da luz da noite.
terça-feira, 2 de março de 2010
O Mistério do Planeta
Me visto mais uma vez com minha alma, jogo fora pela ultima vez minha carcaça inválida e ultrapassada, sendo nada mais do que uma roupagem rasgada e fútil. Ponho meus óculos no lugar e enchergo o que deveria ter enchergado há tempos, não é assim assim que se ganha um quinhão de felicidade ou uma espórtula de esperança, simplesmente não é.
as coisas acontecem, se desvenciliam, se desconectam deixando um vazio que eu consegui preencher, com outro vazio, porém confortável e apaziguante à minha alma e meu estar. Simplesmente to feliz...
=)
as coisas acontecem, se desvenciliam, se desconectam deixando um vazio que eu consegui preencher, com outro vazio, porém confortável e apaziguante à minha alma e meu estar. Simplesmente to feliz...
=)
segunda-feira, 1 de março de 2010
Réplica
Não há resposta, não há mais nada além do vazio, eu apenas continuo gritando para o vácuo e isso cansa, até mesmo por ser culpa minha. Cansa tanto que envelheci vinte anos em uma semana, e um dia é muito pouco para discernir o que se passa em vinte quatro horas, além do mais, estou cansando do peso que me é jogado nas costas.
É dificil conciliar as coisas, não há como amar um vácuo quando se precisa de algo para se ancorar nas horas mais dificeis. Continuo cambaleante e desacreditado da minha própria cruz, pois não vejo significado, apenas sinto o peso e a vertente da dor, diferente de todas que já havia sentido. Não é fácil continuar assim, nem pretendo sequer continuar tentando, cansei de me enterrar sempre a cada palavra, cansei de me sublinhar, quando isso devia ser claro, cansei de me substituir por alguém que lhe faça mais jus, talvez eu não tenha feito o suficiente por ti, nem por mim.
A verdade é que a cada dia eu me desgasto o máximo que consigo, me destruo por terceiros, me estrago por segundos e me mato por mim mesmo. Fico sempre com a menor porção do meu próprio sangue, por isso não destilarei mais o mesmo para fluir à outras pessoas. Apesar de parecer, não estou chateado com ninguém, mas comigo mesmo, que me substituo sempre que tenho a oportunidade, que me menosprezo para ter um valor para outro alguém, para parecer um escravo e por isso talvez valer um quinhão das mãos alheias.
...
É dificil conciliar as coisas, não há como amar um vácuo quando se precisa de algo para se ancorar nas horas mais dificeis. Continuo cambaleante e desacreditado da minha própria cruz, pois não vejo significado, apenas sinto o peso e a vertente da dor, diferente de todas que já havia sentido. Não é fácil continuar assim, nem pretendo sequer continuar tentando, cansei de me enterrar sempre a cada palavra, cansei de me sublinhar, quando isso devia ser claro, cansei de me substituir por alguém que lhe faça mais jus, talvez eu não tenha feito o suficiente por ti, nem por mim.
A verdade é que a cada dia eu me desgasto o máximo que consigo, me destruo por terceiros, me estrago por segundos e me mato por mim mesmo. Fico sempre com a menor porção do meu próprio sangue, por isso não destilarei mais o mesmo para fluir à outras pessoas. Apesar de parecer, não estou chateado com ninguém, mas comigo mesmo, que me substituo sempre que tenho a oportunidade, que me menosprezo para ter um valor para outro alguém, para parecer um escravo e por isso talvez valer um quinhão das mãos alheias.
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