terça-feira, 9 de março de 2010

Leave

Sinto meu paraíso no para sempre, sinto minha decepção no piscar dos olhos e sinto o grito sufocante e mudo da dor, a dor que tu criaste. Não me importo de servir-te, mas te satisfaz logo e termina com isso, porfavor, deixa meu coração apodrecer só, deixa-o permanecer só se não queres nada com ele, apenas a dor, apenas a porra da dor deixa para trás, para eu poder me corroer.
Não deixa que eu sobreviva, não deixa rastros do que senti, coma o que veio comer no banquete venoso e arterial, pegue o quiser da horta e te satisfaz com suas migalhas. Antes de te levantar, não precisa dar o toque final, deixa que isto eu posso fazer por conta própria, apenas parta, enquanto a vejo indo, esperando que se sinta melhor, agora que saiu tudo. Saia, pela porta da frente, não precisa esconder suas intenções, não disfaça teu rosto, pois não há mascara que desfarce a morte, nem o canibalismo amoroso.
SAIA, SAIA, me deixa em paz, porfavor, não me desperdice, porfavor acaba com isso... saia da minha cabeça, saia, grito doentio, desafinado e cortante feito farpa. Já chega de estraçalhar meus órgãos, já chega de esgotar minha vida, já chega de me fazer sofrer tanto, já chega de me fazer chorar sangue e acabar toda minha forma de vida, acaba de me regenerar sempre, com esperanças falsas, medíocres. Acaba com isso, porfavor?

Doente, com dor, eu não aguento mais continuar nessa estrada... cada vez mais só, cada vez servindo de muleta e cada vez mais indepedente, só. Contraditório? Pense 2 vezes!