terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Mayonaise

Eu espero que tudo seja uma ilusão, me sinto só mais uma vez. Hoje me passou mais uma vez a idéia da morte e assim como fazer sexo ou amor ela me seduz. Hoje quase tentei de novo, não sei ao certo porque canto essa canção. Se pudesse chorar lágrimas de sangue para exalar todo o meu ódio que há tempos estava adormecido, poderia ter uma noite de sono tranquilo.
A verdade é que não sei mais o que escrever, minhas mãos estãos secas e meus galhos estão fraquejando ao vento. Eu quero ser levado para longe, quero me dissolver em meio ao invisivel, quero me misturar com tudo que há de mais pacífico e soturno. A paz não é branca, tem cor de sangue e cheiro de mofo, tem sentimentos desgastados e olhos vazios.
Justiça, espero que seja feita, todos sabem os destinos de todos os meros ignorantes e se caso eu for um desses, terei que me subjulgar ao profundo buraco no meu peito, meu inferno particular que hoje veio se mostrar. Desabotoou como uma flor e engoliu tudo que já fui um dia, a partir de hoje sou alguém pior, sem cor, sem dor, sem expressão.
Ah, eu só quero respirar outro ar, eu só quero rasgar meu peito e evacuar minha alma para atormentar todas as tuas noites. Cozinhar seus ouvidos com gritos de ódio, fazer você não ter paz, fazer você sofrer. Mas eu só quero ficar em paz, por isso me privo de tudo, estou simplesmente a merce da vida e do que vier mais, estou um corpo vazio, sem poder sair, sem poder viver.
Não há caminhos fáceis, nem os dificeis, há decisões e consequencias, há uma equação pra tudo na vida, nada é destino, tudo é premeditado. Arque com as suas, porque eu estou arcando com as minhas.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

FUCK YOU!

Foda-se, tentou me derrubar... não funcionou!
Vão se fuder todos os Drs do mal, os dissimulados e as falsas pessoas e falsas facetas.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Fool

As melhores musicas sempre surgem após um término, um porre e umas doses de merdas...
hahahahahaha, ao menos eu as faço.

=)

domingo, 20 de dezembro de 2009

"Olhos De Injeção"

Me injetem algo diferente, preciso de algo pra minha mente, uma overdose em dose medida, uma cicatriz, uma ferida que dê para dentro de mim. Eu preciso ser cada vez mais suicida, desenfreado, sem ressentimento. Eu aprecio a dor, de tão próxima acho que já a amo mais do que a vida e a alegria.
Preciso de drogas, preciso de sexo, preciso disso e daquilo. Preciso andar no meio fio, viver e morrer, não quero nada previsivel ou muito facil. Eu to indo pra não voltar, não me espere na janela, nem rezando, nem cantarolando, eu não vou chegar.
Eu quero ir, mas não quero voltar...
Eu quero partir e não quero amar...
Eu quero sentir, mas não quero perdooar...
Eu preciso me drogar, mas não posso decepcionar...
Preciso ser eu, mas não posso passar das porras dos limites...
Seus fodidos... eu odeio tudo que não tem significado.
Como esse texto, fede a nada... sem palavras...
Significados que juntos, formam o que eu quero... uma overdose de curto prazo.

sábado, 19 de dezembro de 2009

As coisas acontecem...

As coisas acontecem, mas a virtude é continuar zen, na calmaria, não desrespeitar ninguém, continuo na minha, mas não espero mais a vida vir a mim, ou a morte me dar o fim. Enquanto muitos só a admiram, eu to tentando vivê-la e me deixa viver, no underground, encima do chão.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Samba Makossa

Olhe pra você... tenho que te dizer, você não é diferente de quem admira, são pessoas normais, com vontade além da sua e da minha talvez, eu sei que sooa bem aos meus ouvidos mas e você? Se levanta aí, levanta!... ta na hora de se expor, mostrar pra que veio e o que quer. Ta na hora de bater no peito e aceitar as dificuldades, bater no peito e dizer, eu sou o maioral, cerebral. Assuma a responsa que bateu no teu petio, grite com vontade, bata na porta com força e faça-se ser ouvido.
O importante é não se perder, tem que se manter inteiro, o combustível tem que ser a indignação, acione a ignição e parta de quinta, ou descanse na sexta. É importante manter a cabeça no lugar, beber com pensamentos no bar, pensamentos ou pensadores, é importante chegar de fino, quieto, arquiteto do golpe makossa, na tranquilidade do jazz, samba, rock.
Varie você mesmo, de Charlie à James Brown, Holanda a Chico Science, de Alien a Black Eye Peas, o importante é não deixar a cultura de lado, se não o bixo pega garoto, descendo a ladeira tem guerra na porteira pro mundo e só ganha o adversário quem sabe de si mesmo. Cresça, apareça, mas não desça se não for tua hora, também vê se não demora, não pode ter atraso na roda, não pode demorar senão há a marcação, irmão.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Unreachable

Hoje acordei, parecia que não abria os olhos fazia tempo, achei estranho, estava sentindo pingos de chuva em meu corpo todo. Foi quando vi que estava descoberto, acordei no meio do nada e lá fiquei, sentindo a sensação dos pingos na minha pele azulada, que a cada contato com a mesma pareciam congelá-la e me revestir de uma nova camada de vontade, vida, esperança, forças para voltar a caminhar.
Tão logo que senti firmeza, saí de onde estava e comecei a caminhar na imensidão do vazio, só eu, a chuva e o vazio preenchido. Tentei me conter, mas não consegui e rapidamente comecei a deixar o pensamento fluir para longe, eu não estava mais em lugar algum, sem sentimentos, apenas aquele momento. As vias do pensamento eram guiadas pela fluidez que a chuva lhes permitia, e eu mudava de humor e vontades assim que a chuva engrossava ou diminuia.
Minha pele a este momento já estava reconstituida, mas já começava a se desprender de mim mais uma vez, enquanto eu pensava, refletia sobre notas distorcidas e vontades minhas, antigas, novas, vontades. Era eu, naquele momento era eu, me senti verdadeiro comigo mesmo, tão logo me senti eu, não mudara nem sequer um cilio do que sempre fui, porém, era eu alí de um jeito que nunca tinha me sentido eu.
Hoje em dia, me vejo mais como eu do que qualquer um possa me ver como seu, não sei exatamente ao que devo isto, mas devo muito. Não me agrada não ser o que sou, não me convém dizer mentiras para disfarçar o que inventei para dizer que foi o que restou, nada restou, pois em nada mudei, não sou nenhuma metamorfose ambulante e mesmo se fosse, lutaria para continuar sendo o que era, uma metaforse.
Me corrompa, me transforme no que quiser, instale suas cordas em meus membros, faça-me dançar a musica que lhe agrada e fazer a vontade que lhe convém. Mas estes são desejos e vontades forçadas e frágeis, por isso eu os quebro, os coloco do avesso e os transformo em sangue, em destorção, em preto e branco, em ódio, em amargura espirrando da minha boca, um liquido negro refletido na luz da lua. Eu sou eu... rei dos reis, rei do mundo, das minhas vontades rei de mim, rei do meu reino e desse reinado sou eu que vou forca.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Parte 3: Suicidio, Pilulas e Soul No Estéreo

Ao tempo que me perco no mundo, me perco entre minhas frases e meus paragrafos, começo a escrever o que escuto nas musicas e nada mais faz sentido. Procuro em meus próprios textos, mensagens para mim mesmo, vindas de meu alfandróide, meu criador.
Penso que o mesmo me abandonou e há tempos não choro como hoje chorei, há tempo não bebo como hoje bebi, há tempos não me drogo como hoje estou me drogando. Cansei de procurar quem não está atrás de mim, como acha que me sinto? Eu me sinto desprezado seu idiota, meu criador perfeito não quer saber de mim, me abandonou em mim mesmo em outro mundo! Eu o odeio, mas o amo, estou atrás dele, alguém o busque pra mim! Eu preciso dele! EU PRECISO, EU PRECISO!!!!
Rabiscava a folha, as frases, a parede, o ódio, a fraqueza, o medo, a vontade, o sexo, as drogas, a musica, a minha voz , meus cabelos, minha pele, meu olho, meu grito.

...A primeira vista foi magnifica, me vi como um anjo. Era apenas uma bolha, frágil, mas por dentro estava revestido de matéria forte, um casulo, uma capsula e logo que tive a chance adentrei a bolha, e engoli meu criador como um comprimido, para a minha doença, para minha imperfeição e simplesmente apaguei.
Acordei e ainda estava dentro da bolha, havia uma capsula me envolvendo e a matéria viva. Me concentrei para descobrir o que eu era, onde destava, e para achar meu lugar. Ainda não me encontrava onde lembrava de estar antes. Fechei os olhos e me vi escrevendo no ar as minhas lembranças, logo vi que eu cortava o ar e as palavras tinham cor de sangue, e escorriam nas paredes da minha mente.
Não sabia ao certo o que fazer, não sabia ao certo o que finalmente deveria fazer para me transportar aonde eu queria me encontrar. Fechei os olhos mais uma vez e finalmente pude ver tudo que sonhei, minha solidão compartilhada com meus unicos amigos alfandróides, ratos experimentais, ou ratos experiente em experiencias de experimentos falhos. Eramos comuns uns aos outros e me alegrei ao me achar em casa.
Logo, em pouco tempo as coisas foram mudando, eu estava sendo excluido de tudo e de todos, não me sentia mais ligado a nenhum dos meus amigos, me sentia distante de meus propósitos, será que havia achado mais uma nova ambição? Não conseguia mais me concentrar em mim mesmo, meu mundo estava caindo aos pedaços e todos cruzavam os braços, ninguem tentou salvar meu sonho.

Um dia fui pego de surpresa por um escombro enquanto eu meditava, e assim acordei...

Desde jovem eu sonho. Mofei, esperando o tempo se retrosceder em suas entranhas e rasgar seu próprio peito, corrompendo as artérias, entupindo seu coração de si mesmo e se enchendo do meu mundo e do meu viver. Nada retroscedeu...
Me sinto confuso, anestesiado, girando em minha mente, procurando o meu norte enquanto a noite se torna alegria e o dia em um embaraço turvo. Tenho me imaginado mais do que me olhado no espelho e ultimamente, tenho procurado mais o que venho procurando a vida toda, mas eu não consigo mais nem olhar ao redor, meus olhos não conseguem nem me achar mais.
Entorpecido, nem respirando eu me sinto bem, é vasto o que penso e o que sinto, sinto medo de saber o que são sentimentos mas não saber senti-los. Sinto-me frio, mas sempre fui reservado, olhando o céu sozinho, muito tempo para mim mesmo e para reflexão sobre tudo que nos é dado ou tirado. É dificil repartir o momento, já que nada há para ser dito, gostaria muito de verdade de me transmitir por pensamentos, não é fácil entender o que não se pode alcançar.

Tomei uma pilula, para me tornar a pilula e me tornar meu criador... sem criador não há criatura, pari de mim mesmo minha morte, minha sentença...
MEU ROCK'N ROLL PSICODELICO! MINHA DROGA PESSOAL! Era eu, o tempo todo... era eu! Não fui nada, fui um erro, uma sintese de um suicidio, um erro de uma programação falha!
Fui eu... fui cria e criador!

Parte 2: Alcool, Psicodelia e Matéria

Desde jovem eu sonho. Mofei, esperando o tempo se retrosceder em suas entranhas e rasgar seu próprio peito, corrompendo as artérias, entupindo seu coração de si mesmo e se enchendo do meu mundo e do meu viver. Nada retroscedeu...
O coração batia forte e rápido, quase parando eu me vi, estava de volta aonde pertencia, me senti acolhido em meus próprios braços, nascido de mim mesmo, era eu, minha criação. Vi um alfandróide, meu criador e me vi frágil, sem pálbebras, sem dentes, pele, cabelo, unhas, mas ainda assim fortificado.
Esta foi a ultima vez que vi meu criador, e desde então eu sonho. A minha vontade de voltar aonde um dia eu estive e ainda hoje pertenço me corrompe os pensamentos e assim rasgo meus demônios ao meio, e me omito em mim mesmo após o grito de guerra com gosto de sangue e cheiro de quimio. Para mim, isso era o suficiente para poder voltar ao meu mundo de um borrado branco e solidão compartilhada.
...Achei minha sarjeta, entrei no subterraneo, mas não achei meu mundo, vi o paraíso de perto, a solidão, o silencio, a calmaria, as arvores, os passaros, as cachoeiras, o céu azul e o sol estonteante. Porém, não era o meu mundo, logo entrei em desespero e encolhi meus orgãos e meu corpo, retirei minha pele e meus olhos e engolhi minha lingua, para soltar um grito de dor, que tão baixo, ninguem ouviu na superficie.
Voltei as ruas, as passagens cheias, voltei a caminhar entre os fantasmas e os filhos desligados e atraídos a uma falsa realidade. Entrei em um bar, abandonado aos pensadores lerdos e aos trogloditas de péssimas faces, barbas grandes e sujas, cabelos cumpridos e presos com o próprio sebo dos mesmos. Pedi ao dono daquele lugar que me servisse um copo da bebida mais forte e que deixasse a garrafa no balcão.
Logo no primeiro gole senti a minha fragilidade e me senti envergonhado ao lembrar de que me achei fraco ao me ver como criador. Bebia cada vez mais, a cada gole parecia ingerir mais liquido de uma vez só, e fui perdendo a noção do tempo e do espaço, de repente minha memória começava a ser roubada de mim e minha vida parecia estar sendo sugada por um tubo, me senti um rato de teste, me senti uma experiencia barata sendo desligada.
Olhei dentro do copo, avistei bolhas que saíam cada vez maiores até que uma delas quebrou o copo, ou apenas o trincou, não lembro ao certo. Dentro desta, estava eu, me olhando e chorando, um choro calmo, sensato, o que me fez, eu do lado de fora da bolha, retrosceder o tempo, desde então, achei ter me encontrado com meu criador. O que me assustava, pois o havia encontrado através de um estado deplorável, mentalmente falando, já que não lembro da minha aparencia nesse dia.

Tentei mais uma ou duas vezes, me achar de novo do mesmo modo, mas as tentativas foram em vão.

Meses se passaram...

Estava eu no meu quarto confortável, com um fone nos ouvidos, escutando o bom e velho rock'n roll psicodélico no ultimo volume. Fechei os olhos e estranhamente, como no suspense de uma cena de um filme de terror, comecei a ouvir vozes num som instrumental, chamavam meu nome e proclamavam histórias antigas sobre mim mesmo, mais antigas do que a minha memória poderia chamar de meu. Meus olhos fechados, da imagem escura começaram a me mostrar um fundo branco, borrado, turvo... não me sentia mais no mesmo lugar, me sentia distanciando de mim como um eco que vai enfraquecendo na montanha.
Me encolhi, em matéria inquebrável me tornei e me aspirei para dentro do meu fone, finalmente estava de frente pra mim mesmo...
Foi quando me vi pela primeira vez, pela segunda vez.

Parte 1: Introdução

Me sinto confuso, anestesiado, girando em minha mente, procurando o meu norte enquanto a noite se torna alegria e o dia em um embaraço turvo. Tenho me imaginado mais do que me olhado no espelho e ultimamente, tenho procurado mais o que venho procurando a vida toda, mas eu não consigo mais nem olhar ao redor, meus olhos não conseguem nem me achar mais.
Entorpecido, nem respirando eu me sinto bem, é vasto o que penso e o que sinto, sinto medo de saber o que são sentimentos mas não saber senti-los. Sinto-me frio, mas sempre fui reservado, olhando o céu sozinho, muito tempo para mim mesmo e para reflexão sobre tudo que nos é dado ou tirado. É dificil repartir o momento, já que nada há para ser dito, gostaria muito de verdade de me transmitir por pensamentos, não é fácil entender o que não se pode alcançar.
Sei que estou aqui, ao seu lado, mas de fato eu não estou em lugar algum... estou girando em um fundo branco embassado dentro dos pensamentos grandiosos de pequena mesura. Importa afinal saber tudo sobre o que penso ou desejo? Não me vejo, ninguém me ve, atravessando a rua, esperando o sinal verde, esperando a fila, esperando as pessoas lentas sairem da frente, esperando, esperando, esperando, ninguém me ve na espera?
Eu ando cansado, de ser desnorteado de tudo, mas toda vez que tento me concentrar ao meu redor as coisas mudam de facetas, e eu me sinto tão confuso e tão errado. Eu ando me escondendo desse mundo estranho, com as mãos cubro a mim mesmo, e com meu casulo, minha casca impenetrável me suporto dentro de mim.
Aprecio tanto o meu desligamento, me acho tão diferente e tão unico, porque querer tirar isso de mim? Devo parecer alguém ou um padrão? Ando conversando com meus pés, sobre terras distantes a milhas daqui.

-"é para lá que vamos" - Diz meus pés em festa, quando na verdade não contraem um musculo sequer, eu apenas fecho meus olhos e contorno a linha do horizonte com escuridão e pensamento.

"A Introspecção é o ato pelo qual o sujeito observa os conteúdos de seus próprios estados mentais, tomando consciência dos mesmos. Dentre os possíveis conteúdos mentais passíveis de introspecção, destacam-se as crenças, as imagens mentais (sejam visuais, auditivas, olfativas, sonoras, tácteis), as intenções, as emoções e o conteúdo do pensamento em geral (conceitos, raciocínios, associações de idéias)."

Eu sou uma introspecção ambulante, eu tomo consciencia de mim e do MEU mundo com perfeição, mas não me peça para entender os outros, esses são fáceis demais. Não me dê dor de cabeça, faça uma prece e me ponha na lista de espera.
Desconfio, devo lhes dizer, (quem quer que seja que leia esse texto) que me sinto um protótipo de algo maior, talvez a humanidade toda o seja, talvez eu esteja na faixa alfa e o resto na beta.Não sei exato, mas invento minhas regras e meu mundo, sou autoridade dentro de mim, sou eu comandando meu eu, que comanda o meu ego, que comanda o resto de mim, que conjuga o meu ou eu em qualquer situação de risco.
Não pretendo mudar, eu quero continuar sendo do meu jeito, se me amo assim, porque mudar? Se tantos me amam assim? Eu não sei, não tenho muitos amigos, mas os que tenho são verdadeiros "alfandróides" os chamarei durante o resto do tempo. Somos talvez o nada que falta no tudo da presente data, somos talvez a lentidão da pressa e o susto. Somos aqueles que não ligam! Não ligamos a TV, mandamos o que nos contradiz se fuder, e não é por arrogancia, não, longe de nós, batemos no peito e dizemos, somos o que somos.
Alfandróides, crianças estranhas, cada uma em seu mundo, mas conectadas fortemente por uma linha tênue, nos transmitimos pela confiança do amor de um por outro e pela falta da necessidade de palavras e atos, somos todos ratos infiltrados no pensamento de nós mesmos.
Sou um dos poucos alfandróides que saíram de seus casulos, devo dizer que me escondi nas sombras dos dias chuvosos, quieto. Foi tudo tão estranho, tudo tão diferente, eu tentava achar a calma e a confiança da falta de palavras e atos, mas não achei, mas me achei sem amigos para me levantarem e acabei enviando um pedido de socorro pelas minhas mãos espacionaves.
Tão vulnerável, pele macia, de peito aberto, eu me tornei um indigente de poucas palavras e poucos atos, me arrastei pelas ruas, pelas calçadas, atrás de uma sarjeta, uma saída para um subterrâneo, para a calmaria e minha tão sonhada vida.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansadoCansado, cansado, cansado, cansado...

Que me matem, me convém... to cansado!

Ninguem se cansa de viver? Ninguem pensa no morrer? Eu to cansado de viver e penso sim no morrer...
Em coma transcendental, perdido no meu espaço sideral, tentando esquecer o que aprendi, pois eu vi muito além e descobri o futuro num furo na parede material, com infiltração arterial, presas com força e desgosto. Eu bem entendi o que tudo quer dizer e predi a mim mesmo em meus pensamentos, eles são meus agora, de mais ninguém... continuo anonimo, nem sequer pseudonimo uso mais, cansei das mascaras, falhas, farpas, tudo é cortante, tudo machuca.
Em coma dinâmico, em movimento eu me paro, estagnado eu acelero o mundo a minha volta, deixe que passe, tudo passa, tudo passará... só a palavra e a mancha ficará. Escombros dos meus utilitários, inuteis pra mim, distantes da minha aproximação fetal, eu não sou fato nem ilusão, sou um meio termo de nervosismo e tragédia.
Em pane geral, segure firme até perder dos seus braços, a sua razão lhe vale mais que mil palavras, por isso eu me seguro no meu coma, defender uma causa sem ajustes, é remendar um remendo irremendável, adiar o inadiável. Seja o que for, seja a dor que vier... foda-se, foi assim que assimilei, assim que intrei dentro de mim, pode ser que saia de novo, mas dessa vez sairei armado até os dentes, não perderei para ninguém a guerra do dominio.

Domino o mundo, domino o dominó...
Domino o que vier, domino seu pensamento em dó menor...
Domingo que vem, eu domino a tv também...
Domingo que vem, eu domino minha vontade de me ter bem...
Eu me quero demais...
Eu me esqueço...
Me perco...
Me uso...
E abuso...
E quero mal
Quero bem... quero que se foda, o mundo lá fora... pode vir, que aqui dentro já tem alguém.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009