Assim como as horas e os dias, o tempo nao podia deixar de varrer consigo o silencio da tristeza tao polida entre nos dois. Desejo mais que nunca agora, que o tempo me leve também, para algum lugar onde ninguém saiba meu nome, para poder descansar os olhos das lágrimas, a cabeça dos pensamentos e o coração da distancia e da dor.
Do mesmo jeito que estou indo pra casa agora, finalmente descansar dos dias quentes e alegres, espero não retornar porta afora tão cedo. Preciso respirar um cheiro familiar, de solidão e silencio, além disso... preciso tomar mais chances de me omitir, de me transmitir por pensamento nao por atos e por palavras.
Não ajeitarei minha mobilia, deixarei do jeito que ficou, apesar de boas lembranças que trazem, me fizeram melhor assim, do jeito que estão. Talvez mude uma almofada ou uma lampada, mas nada de grandioso, apenas pequenos detalhes de nós dois, que agora resumem-se a um.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
(Re)Partida
Ainda tento me decidir se me contento com meus fatos, meus trapos, eu bem que amo ambos, bem que quero bem aos dois, pois por ventura, representam a parte mais repartida de mim. É fato, que meus fatos são indiscutíveis, sem razões ou reações diplomáticas ou burocráticas, porém ironicamente nem sempre são simples. Meus trapos por outro lado, são complicados sempre, todavia sempre os compartilho na partida, ou até mesmo na chegada as vezes, mas por via de regra é sempre no escuro, deitado numa cama de idéias e um ideal acariciando meu rosto com a mão outrora invisível.
Eu bem sei também que essa não é uma carta convencional, porém o motivo é bastante banal. Sabe, é dificil dizer o quanto ama alguém sem cair na mesma, ou repetir palavras, ou chavões. Bem, eu não quero ir aonde todos vão, comprar o que todos compram, ler o que todos leem, escrever o que todos escrevem ou já escreveram, amar o que todos amam. Eu tenho um amor próprio por outra pessoa.
Acho que já é chegada a hora de deixarmos de nos preocupar, de deixarmos de lado os jogos e as brincadeiras sem graça. É chegada a hora do grande espetáculo, dos fogos e malabares, simplesmente segurar-me-ei no que tenho e não soltarei, pois é aqui que fico, meu quarto para descansar e voltar das jornadas intediantes de dias de trabalho, escola, brincadeiras, faculdade, banalidades... é aqui que sossego minhas malas e minha cabeça dolorida de tanto pensar, na realidade verdadeira da qual todos fogem, eu encontro meu alento.
Meu verdadeiro sentimento...
Eu bem sei também que essa não é uma carta convencional, porém o motivo é bastante banal. Sabe, é dificil dizer o quanto ama alguém sem cair na mesma, ou repetir palavras, ou chavões. Bem, eu não quero ir aonde todos vão, comprar o que todos compram, ler o que todos leem, escrever o que todos escrevem ou já escreveram, amar o que todos amam. Eu tenho um amor próprio por outra pessoa.
Acho que já é chegada a hora de deixarmos de nos preocupar, de deixarmos de lado os jogos e as brincadeiras sem graça. É chegada a hora do grande espetáculo, dos fogos e malabares, simplesmente segurar-me-ei no que tenho e não soltarei, pois é aqui que fico, meu quarto para descansar e voltar das jornadas intediantes de dias de trabalho, escola, brincadeiras, faculdade, banalidades... é aqui que sossego minhas malas e minha cabeça dolorida de tanto pensar, na realidade verdadeira da qual todos fogem, eu encontro meu alento.
Meu verdadeiro sentimento...
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Oh Adeline
Acho que com o tempo a gente aprende, muito do que não deveria e pouco do que precisamos. As vezes pode parecer que ficamos completos, que ficamos sem idéias do que é estar afetado por algo, pode parecer que sabemos sobre todos os julgamentos, que saberemos como é ter todo o dinheiro do mundo, que tudo ficará bem, bem, bem. Ah, só podemos ter idéias, nada irá se concretizar, nesses braços meus lhes descarrego a dor.
O que acontece é contradição, ódio, indignação, todos foram combustíveis reutilizáveis. Desenhos da mesma face de angulos, mesmas sentenças disfarçadas, mesmas idéias de diferentes ideais.
Somos caricaturas do desfeixo da história toda, somos caricaturas dos erros de algo maior.
Somos o fim além do tunel, somos a ultima esperança...
Somos todos fodidos, e sentidos por termos sido deixados de lado...
O que acontece é contradição, ódio, indignação, todos foram combustíveis reutilizáveis. Desenhos da mesma face de angulos, mesmas sentenças disfarçadas, mesmas idéias de diferentes ideais.
Somos caricaturas do desfeixo da história toda, somos caricaturas dos erros de algo maior.
Somos o fim além do tunel, somos a ultima esperança...
Somos todos fodidos, e sentidos por termos sido deixados de lado...
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