Ainda tento me decidir se me contento com meus fatos, meus trapos, eu bem que amo ambos, bem que quero bem aos dois, pois por ventura, representam a parte mais repartida de mim. É fato, que meus fatos são indiscutíveis, sem razões ou reações diplomáticas ou burocráticas, porém ironicamente nem sempre são simples. Meus trapos por outro lado, são complicados sempre, todavia sempre os compartilho na partida, ou até mesmo na chegada as vezes, mas por via de regra é sempre no escuro, deitado numa cama de idéias e um ideal acariciando meu rosto com a mão outrora invisível.
Eu bem sei também que essa não é uma carta convencional, porém o motivo é bastante banal. Sabe, é dificil dizer o quanto ama alguém sem cair na mesma, ou repetir palavras, ou chavões. Bem, eu não quero ir aonde todos vão, comprar o que todos compram, ler o que todos leem, escrever o que todos escrevem ou já escreveram, amar o que todos amam. Eu tenho um amor próprio por outra pessoa.
Acho que já é chegada a hora de deixarmos de nos preocupar, de deixarmos de lado os jogos e as brincadeiras sem graça. É chegada a hora do grande espetáculo, dos fogos e malabares, simplesmente segurar-me-ei no que tenho e não soltarei, pois é aqui que fico, meu quarto para descansar e voltar das jornadas intediantes de dias de trabalho, escola, brincadeiras, faculdade, banalidades... é aqui que sossego minhas malas e minha cabeça dolorida de tanto pensar, na realidade verdadeira da qual todos fogem, eu encontro meu alento.
Meu verdadeiro sentimento...