quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Genesis de Keep me In Mind, Looking For someone na verdade...

Quanto tempo é preciso para se cair devagar nas asas de um novo amor? Quão precisa deve ser a informação para se saber que é de fato algo novo? Os olhos são novas ferramentas, sons mornos, nos levando longe de onde queremos ir, novas cores fortes e velhas.

Onde está a vontade de amar? Perdeu-se naquele quarto escuro amor, é... você sabe que seguir numa linha tênue de luz há tempos não é possível. Achar uma agulha no palheiro é como prever um dia de ação de graças em nosso teto. Você sabe que nos tons de cinza nunca rezamos uma missa e nunca sacrificamos nossos entorpecentes.

Perdido entre tuneis acredito, que me perdi no tempo e ninguém precisa me descobrir, eu estou de volta de novo. Entre as loucuras das memórias e as lembranças distorcidas de um sonho branco lembrei exatamente daquele breve momento meu amor... uma flor, perdida entre as rochas, em meu coração residia uma canção. Esta nunca parou de tocar após seus dedos a terem tocado.

Hoje apenas entoam novos sons, destorcidos e sussurrantes, as vezes perturbadores, quem sabe um dia meu bem, a gente sai pra conversar, talvez tomar um chá. Resolvermos esses contratempos com água de vingança e sal, para aliviar as dores da esperança que olha distante o que acontece no palco grego. Termino o texto com falsas letras e novas pretensões não me achem mais, apenas deixe dissolver no mundo, no destino. NA PUTA QUE PARIU!

Como uma palavra pode absorver o resto, e tornar tudo inútil ou até mesmo invalidar a credibilidade Cult ou intelectual... Escrevo o que sinto e sinto o que não escrevo, pois não me lembro de sentir. Um poeta errante talvez tenha mais palavras para lhes cuspir à cara.

Passar bem,

Lucas P.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O que é um titulo se não mais um trabalho...

Ai ai, faz tempo que não escrevo nada, nem externalizo nada, nem sequer tento algo tão grandioso quanto vou fazer agora, portanto desculpa se eu não atingir meu objetivo...
Meu amigo, não serei tão abrangente quanto você foi, serei mais específico, pois o que eu quero dizer, quero que seja dito apenas para você, afinal... de algum jeito ou de outro, não sei como, apenas você chegou aqui, ninguém mais, nem mesmo com mais anos de amizade chegou aqui. Esse ponto meu amigo, é seu.

Bem, eu não sei que tipo de folha seria eu, mas eu gostaria de ser todas e gostaria de ter-me costurado em você assim como você está em mim. Sinto falta de todos os momentos, sinto falta de ser eu ao seu lado, sinto falta meu amigo de você exclusivamente, do jeito que eramos antes. Tudo mudou e descobri que o vento as vezes bate forte demais e nos leva para lugares que não respeitamos tanto quanto a velha casa que foi derrubada ou está sendo segurada por poucos pilares de palha.
Não entendo como tudo chegou aqui, simplesmente o vento...
Não entendo pra onde tudo foi, o tempo, os lugares, as conversas, não se acham mais nessa linha horizontal no espaço. Todo dia então eu sonho... ora, não faz mal sonhar, o mundo é dos que sonham meu amigo e eu sempre sonhei mais que você. hahahah Eu lembro de nossas discussões, nossa como eu amava! Era foda!
Lembro como se fosse agora, sonho acordado tentando reviver o momento, tentando agarrar algo que nem sei se ainda está lá. Não tenho certeza se quem mudou mais foi você ou eu, a verdade é que não reconheço mais nós 2. Não deixamos nenhum de nós de lado, mas simplesmente não estamos mais juntos e isso meu amigo dói, uma dor incrivelmente insuportável, sufocante e sanguinária!
Iamos morar juntos em NY, fazer nossa marca de roupa, ia ser tão foda! Agora eu nem sei mais se olha para mim. Eu sinto que apenas passa o olho, me perdoa se não é fato, mas as vezes sinto me apagando por entre teus dedos e até mesmo das tuas memórias. Só não me faça chorar mais, você não tem noção do quanto sinto sua falta.
As musicas que faziamos juntos, sentavamos e riamos de todos e tudo. Brincavamos com as letras e a arte era mais que uma forma de escape, era uma forma de conversar por telepatia. Lembro de muitas vezes saber o que você ia falar e você também saber o que eu ia falar, não era adivinhar, era simplesmente saber.

Você me conhece, mais do que imagina... porfavor, não me deixa do lado de fora de novo.

Eu te amo amigo, e eu não estava porre quando falei pra você na festa que sinto muito sua falta e que lembro de você sempre que faço alguma musica ou escuto as musicas antigas, pois são e foram todas para você.
Espero que goste do texto e possamos re-mudar um com o outro.












Aqui em Belém nem bate vento, nem em SP, então... hahahahaha

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Recomeçar

Ai, gostaria de sentir aquele tempo mais uma vez, gostaria de sentir as mãos da vida me segurando só mais uma vez. Voltarei, aguarde querida, voltarei aos braços do teatro e obviamente dos que mais sinto falta, dos teus braços e abraços, num domingo festivo, num sabado triste e cinza, corrompido pelas paisagens desintegradas. Meu amor, toca meu coração mais uma vez, eu quero muito ouvir aquela canção que escutava nas segundas de manhã. Nas vitrolas não tocam mais saudades, apenas farpas cortantes, apenas socos insinuantes, um lembrete daquele tempo que não volta, nunca voltará. Me conta amor, como foi esse tempo que passou, valeu a pena tanto esforço e tanta trela ao ódio? Ah, se eu soubesse meu amor, não teria partido tão rápido, sem levar esse brilho intenso da manhã. Sabemos tudo um do outro meu bem, mas nada sabemos de mim ou de você, apenas de nós, por isso tantos nós que nos ataram e seguraram na corda bamba, e meu bem, eu nunca foi bom equilibrista e meu bem, eu sempre quis cair.

terça-feira, 11 de maio de 2010

F

Quem ver-te passar assim tão formosa, tão leve que teus pés chegam a não tocar o chão, tão leve que nem lembras do que te passas ao redor. Tão solta que não lembras o porque de teu rosto ainda estar lindo assim, enquanto o meu apodrece sem teus carinhos e mimos, sem tuas palavras e sorrisos para o acalmar em tempos de fúria e tempestade, não te recordas de quanto tempo ando gritando teu nome ao vento, o qual de ciúmes parece ter-te levado para longe no olho do furacão.
Determinas teus empenhos em tuas luxurias e teus desejos e eu acanhado ainda empenho meu sonho transfigurar-se em real, assim tendo-te em meus braços e abraços.

Para... F

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Speechless

Confuso demais estou, não sinto-me confortável com meus minutos de vida e não me sinto afável aqui. Quando passará alguém por perto? Quando saberei o que realmente és e o que realmente será para mim?

domingo, 9 de maio de 2010

Signal Fire

Ai de mim, apaixonei-me mais uma vez e pela mesma pessoa... pergunto-me quantas voltas o tempo e o planeta terão de dar para que eu aprenda a lhe conquistar ou para eu parar. A história é sempre igual, estou em uma tragédia grega e os erros são sempre os mesmos, não importa o quanto o tempo passe nada passará batido e tudo será igual, como em uma equação há sempre uma variável, não fujo desta constante, meu amor... continua sempre aumentando.
Agora que voltei a me arrastar aos teus olhares e teus sorrisos, rasgo-me as veias para que extravaze o excedente, pois meu corpo não suporta mais. Não quero mais esperar o pra sempre para no fim esperar o final de uma reticências, nem uma virgula, nem um ponto seguida, por isso avançarei, cansei de estar aqui no mesmo lugar há mil anos e você sempre passar na minha frente.
As palavras nunca cruzam com minha mente e assim seguimos sempre caminhos contrários e eu somente me importo em esquecer para esquecer também a dor. Não adiantaria jogar-me a frente dos carros ou a sua, daria sempre o mesmo resultado até quando você decidir guiar-me em segurança ou olhar para o lado em alguma circustancia, não pense que não ficarei a esperar, pois aqui estou e aqui estarei, pois meu tempo por você meu amor... é circular.

A garota que sempre observei, hoje fazem 2 anos que a olho e apenas olho... um dia... um dia, ao menos saberá o quanto alguém lhe amou em segredo.

sábado, 8 de maio de 2010

Carta V

Onde estão os foliões e as promessas de uma vida melhor, se não estão aqui me pergunto por quê estariam ai contigo? Por quê prefeririam o vazio de um quarto que o calor de uma paixão? A resposta é uma farpa cortante e também uma inevitável rota ao coração de quem a espera, por isso não se alegre em saber as respostas, pois o inicio são as perguntas.
Além do ponto final vou me levando por sua porta da frente, vou arrombando meus olhos e rasgando minha pele, lançando minha lingua encharcada de sangue negro. Ao chão sobram as lembranças, ao seu corpo restam... não resta nada além do velho carcere privado do qual lhe libertei. Em meio as ondas eletromagnéticas, curtas, ondas de rádio, de satélites eu me despeço de toda humanidade, lixo e luxo o qual antes me conservava em grades.