Quanto tempo é preciso para se cair devagar nas asas de um novo amor? Quão precisa deve ser a informação para se saber que é de fato algo novo? Os olhos são novas ferramentas, sons mornos, nos levando longe de onde queremos ir, novas cores fortes e velhas.
Onde está a vontade de amar? Perdeu-se naquele quarto escuro amor, é... você sabe que seguir numa linha tênue de luz há tempos não é possível. Achar uma agulha no palheiro é como prever um dia de ação de graças em nosso teto. Você sabe que nos tons de cinza nunca rezamos uma missa e nunca sacrificamos nossos entorpecentes.
Perdido entre tuneis acredito, que me perdi no tempo e ninguém precisa me descobrir, eu estou de volta de novo. Entre as loucuras das memórias e as lembranças distorcidas de um sonho branco lembrei exatamente daquele breve momento meu amor... uma flor, perdida entre as rochas, em meu coração residia uma canção. Esta nunca parou de tocar após seus dedos a terem tocado.
Hoje apenas entoam novos sons, destorcidos e sussurrantes, as vezes perturbadores, quem sabe um dia meu bem, a gente sai pra conversar, talvez tomar um chá. Resolvermos esses contratempos com água de vingança e sal, para aliviar as dores da esperança que olha distante o que acontece no palco grego. Termino o texto com falsas letras e novas pretensões não me achem mais, apenas deixe dissolver no mundo, no destino. NA PUTA QUE PARIU!
Como uma palavra pode absorver o resto, e tornar tudo inútil ou até mesmo invalidar a credibilidade Cult ou intelectual... Escrevo o que sinto e sinto o que não escrevo, pois não me lembro de sentir. Um poeta errante talvez tenha mais palavras para lhes cuspir à cara.
Passar bem,
Lucas P.