quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Recomeçar
Ai, gostaria de sentir aquele tempo mais uma vez, gostaria de sentir as mãos da vida me segurando só mais uma vez. Voltarei, aguarde querida, voltarei aos braços do teatro e obviamente dos que mais sinto falta, dos teus braços e abraços, num domingo festivo, num sabado triste e cinza, corrompido pelas paisagens desintegradas. Meu amor, toca meu coração mais uma vez, eu quero muito ouvir aquela canção que escutava nas segundas de manhã. Nas vitrolas não tocam mais saudades, apenas farpas cortantes, apenas socos insinuantes, um lembrete daquele tempo que não volta, nunca voltará. Me conta amor, como foi esse tempo que passou, valeu a pena tanto esforço e tanta trela ao ódio? Ah, se eu soubesse meu amor, não teria partido tão rápido, sem levar esse brilho intenso da manhã. Sabemos tudo um do outro meu bem, mas nada sabemos de mim ou de você, apenas de nós, por isso tantos nós que nos ataram e seguraram na corda bamba, e meu bem, eu nunca foi bom equilibrista e meu bem, eu sempre quis cair.