Onde estão os foliões e as promessas de uma vida melhor, se não estão aqui me pergunto por quê estariam ai contigo? Por quê prefeririam o vazio de um quarto que o calor de uma paixão? A resposta é uma farpa cortante e também uma inevitável rota ao coração de quem a espera, por isso não se alegre em saber as respostas, pois o inicio são as perguntas.
Além do ponto final vou me levando por sua porta da frente, vou arrombando meus olhos e rasgando minha pele, lançando minha lingua encharcada de sangue negro. Ao chão sobram as lembranças, ao seu corpo restam... não resta nada além do velho carcere privado do qual lhe libertei. Em meio as ondas eletromagnéticas, curtas, ondas de rádio, de satélites eu me despeço de toda humanidade, lixo e luxo o qual antes me conservava em grades.