Quando meu coração se dividiu em dois, não biologicamente normal, mas fisicamente assustador ângulo de uma equação da força centripeta, me senti como domingo. Sou agora mais feliz, bloqueando as imagens negras e azuis, sou agora mais preso depois que me deixei livre de tudo, sou agora menos do todo e mais de cada parte.
Ainda assim, me sinto gelado e não tenho mais medo de crescer, mas tenho muito mais medo de não saber o que fazer com as possibilidades. Eu ando me perdendo nas variáveis, pois não sei onde errei para não conseguir obter um tempo vago no seu coração, simplesmente não entendo o porque de eu permanecer só; só te querendo e você só; só querendo algo além. Não entendo como posso me fazer amar alguém que não conheço e como posso sofrer tanto, caso esqueço o que senti e apenas lembro do fim, não consigo compreender como sonho tão intensamente com o momento que realizarei aquele momento vivido durante tantos anos na minha imaginação.
Um simples aperto de mãos, um simples beijo na bochecha ou até mesmo um insignifcante oi, podem tornar-se motivos infinitos para conversas e uma apresentação ao inimaginável sentimento doentio de amar. Se amo, não foi porcausa de motivos, não foi porcausa de uma canção, do alcool nas veias, nem dos tóxicos na mente, é apenas pela vontade de amar e de me ter em você, é apenas a vontade de ser quem sou em alguém onde não estou, é a vontade de possuir e não ter, é a vontade de alugar um coração como o meu, sangrando, despedaçado, como um nucleo, está puxando o que pode para o seu centro, pois precisa de algo para consertar o vão, o vago, o vacuo.