domingo, 7 de fevereiro de 2010

Twisted

Tudo se contorçe em meio ao aço e o fogo, tudo se transforma em pena em meio a compreensão e o pesar, tudo se torna um em meio a pluralidade comum social. Todos somos um e um são todos ao mesmo tempo e em todos os lugares, todos temos uma crença e uma crença não acredita em nenhum de nós, somos todos filhos perdidos, achados em sentenças soltas pelo ar.
Os sorrisos são conjuntos de dentes, conjuntos complexos de nervos e mais algumas taças de vinho ou do que vier. O choro é uma tempestade interna, em inverno nos fechamos e expelimos o que nos faz mal. A respiração é um lembrete de que podemos controlar algumas coisas, mas sempre dependemos de outras e de nada temos controle. Os sentimentos são nossas correntes e nossa maior falha de um segundo pensamento.
Somos todos distorçidos em todos os sentidos, façes boas e ruins, caras e caretas, somos todos notas distorçidas e tortas que não soam bem aos ouvidos. O devaneio espacial e transcedental ao próprio se faz presente sempre na doce ilusão de uma vida, de um controle remoto pro que se faz ou o que se fala.
Somos todos contorcidos em dor e ranger de dentes, apagados como uma página de um livro antigo. Somos o pó reduzido a cinzas, somos o sofrimento de um erro de calculo, somos as maquinas de um mundo livre, somos o fim da nossa cupula reprodutória que chamamos de planeta, somos uma parte de um grande ser vivo. Estamos localizados em meio ao ácido corrosivo da engação, da ilusão e todos preferimos assim, pois, nunca conseguimos entender a razão de tudo ser assim.
Somos o que somos, porque, ninguém consegue mais nos desligar e assim alimentamos nosso criador que não quer mais vagar por aí, assim mantemos vivo toda forma que deseja a morte e nós, mortos queriamos só estarmos vivos.