Espero, que um dia tudo possa se tranfigurar, de um lado do mundo eu vejo uma pequena luz, mas ela não compartilha poder, nem lados, nem privilégios. Por isso vivo na minha escuridão privada, minha tranquilidade que salta aos olhos, os rasga e os esmaga, violenta e confortante. Não vejo mais nada, nem faço mais questão de partilhar nada com esse mundo que hoje sinto ódio e temor, como se tivesse um passado glorioso manchado de sangue e decepção.
Não tenho mais nada pra oferecer a minha morte, e a cada dia aprendo a conviver com ela abocanhando minha cabeça e me tranformando em menos humano, ou menos ser a cada dia. Quero o sangue na minha boca, o ódio na minha pele, o temor ao meu redor, quero ser eu cada vez pior e cada vez mais eu.
Não pretendo ser o fantoche para sempre, minhas ambições não me permitem, eu quero a destruição, o mal. Assim que um dia virar o mestre, tranformarei a luz que não dividi lados e poder, em um buraco negro, só, sem nenhum motivo para rir ou brilhar ou mesmo para existir.
Desta maneira, deixo o mundo em mãos mais odiósas, mais temerosas, pois eu....
Eu sou só o começo.