Alguém ache um lugar para eu ficar, para eu me encaixar, para eu deixar de ser o nada além do óbvio, do suporte dos luxos, do prazer do uso e desuso. Acredite-me, não há como confundir o mundo em que vivo, ou melhor, sobrevivo, com sonhos e fantasias, misticismos a parte eu me revigoro todo dia, quando o estéreo toca o Soul, tricando minha alma e fazendo-a nascer de novo por dentro.
Refrescando meus pensamentos, consigo lembrar de como já foi o mundo, a vida era cheia dela mesma. Lembro-me de doces momentos, as festas coloridas, os bailes inflamáveis, as danças nas chuvas, as próprias lembranças do que nunca tivera. Agora o que posso dizer, é que já não é como antigamente, o mundo não significa nada, e a vida é simples, cenas de ações fracas com defeitos especiais repetidos.
Apesar de tudo, sei que não estou só, minha força é conjunta, mas a inutilidade é singular...